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Laboratório do IML vai detectar morte por alergia e alcoolemia em cadáveres

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O Piauí vai passar a fazer exames toxicológicos após inauguração de laboratórios com novos equipamentos no Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina. O local ainda vai ter um espaço específico no Instituto para a realização de perícias em animais, vivos ou mortos.

O secretário de Segurança, o coronel Rubens Pereira, e o diretor de Polícia técnico-cientifica, Antônio Nunes, inauguraram nesta quinta-feira (28) laboratórios com equipamentos de ponta para exames toxicológicos, que antes eram enviados para outros estados para serem realizados. Foram investidos quase R$ 3 milhões.

O coronel Rubens Pereira explicou que os novos laboratórios vão ajudar nas investigações realizadas no estado. “O que nós queremos qualificar é as investigações. Às vezes tem determinados crimes que precisam de uma qualificação, principalmente quando a polícia científica precisa intervir. Se não tiver qualidade nesses instrumentos que são necessários para se chegar a conclusão em determinadas perícias não é possível se chegar a lugar nenhum, então estão sendo inaugurados esses laboratórios com essa vertente de qualidade e otimização”, afirmou.

O diretor de Polícia técnico-cientifica, Antônio Nunes, afirmou que esse é um grande avanço para o estado, que em breve deve receber mais equipamentos. “O Piauí está perto de ter o melhor laboratório de toxicologia forense. Compramos os melhores equipamentos. Vamos poder fazer exames de álcool no sangue, que antes não era feito, de cocaína, medicamentos abortivos, crack, venenos, intoxicação em geral, morte por anestesia, morte por alergia, intoxicação por chumbo, um monte de coisas”, destacou.

Antônio Nunes disse que com essa nova estrutura, será possível agilizar a realização de exames, mas ainda serão realizados protocolos que vão determinar os prazos. “Vamos fazer os protocolos, mas às vezes a gente nem conseguia mandar para outro estado para fazer o exame, pois não dava tempo, tem um período do material, e a maioria não dava para enviar. Então aqui, já podemos fazer logo o exame”, explicou.

Também foram adquiridas geladeiras, algumas com – 50 graus, que vão aumentar o armazenamento de materiais, sendo que alguns podem ajudar posteriormente a servir como uma contraprova de algum caso.

“Vamos poder armazenar muito mais materiais. Além disso, temos equipamentos excelentes que vão ajudar nas investigações. Por exemplo, em casos como o Boa Noite Cinderela, a substância que fica no organismo é muito pequena, então aqui temos um equipamento que vai pode analisar isso. São equipamentos de ponta, do melhor que há no mundo. Não vamos precisar encaminhar para outro estado para fazer exames toxicológicos. Agora vamos poder fazer e o tempo será reduzido. Não podemos dizer ainda em quanto tempo, porque ainda vamos fazer os protocolos para poder estabelecer isso”, disse o perito criminal químico Laurentino Caland.

Perícias em animais

Agora o IML também possui um local específico para a realização de perícias em animais vivos ou mortos. Em Teresina, a médica veterinária Regina Maurício é a responsável pela realização dos exames.

Será necessário primeiro entrar em contato com uma delegacia, para que seja solicitado o pedido de perícia no animal.

“Nós já atendíamos a demanda de crimes de mais tratos onde a gente fazia as necroses no Centro de Zoonoses, usando a estrutura física de lá, agora teremos a nossa estrutura, onde vamos fazer exames em animais vivos, em casos de agressões e possíveis maus tratos. Vamos aumentar a demanda, atender as demandas reprimidas que não tinha onde atender ainda”, disse Regina.

Ela explicou que tem sido grande a procura por casos envolvendo animais. “É uma demanda crescente e a população sabendo que tem esse espaço, vai procurar mais e será investigado, pois tem uma demanda reprimida”, destacou.

Novos carros tumba

O secretário confirmou ao Cidadeverde.com que já deu início a licitação para aquisição de 13 carros tumbas que serão distribuídos para os Institutos de Medicina Legal. Em Parnaíba, informações apontam que os veículos responsáveis pela remoção dos corpos estão constantemente apresentando problemas.

“Já demos início ao processo de aquisição, serão 13 unidades que vão ser distribuídas no próximo ano”, explicou o coronel Rubens Pereira.

Bárbara Rodrigues
cidadeverde.com | Fotos: Renato Andrade

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