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Investigação de assassinato está há três meses sem solução por dificuldade em obter dados de celular

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Os familiares e amigos do empresário Julio Cesar de Negreiros Cavalcante, que foi morto há três meses, em 3 de setembro de 2023 em São Raimundo Nonato, ainda esperam uma resposta sobre a motivação da morte. Ele foi morto com um tiro em um crime que ainda não está esclarecido pela polícia.

Os indícios iniciais apontaram que a morte foi motivada por uma discussão de trânsito. Testemunhas disseram que o suspeito teria ‘triscado’ o carro no da vítima e iniciado um desentendimento. Ainda não se sabe se o atrito foi por conta do trânsito ou se alguma outra questão possa ter motivado o crime.

No entanto, o maior empecilho para a polícia hoje é conseguir os dados do celular da vítima. De acordo com o delegado Marcelo Barreto, a empresa Apple não tem colaborado e não repassou os dados que, para ele, são cruciais para a investigação.

“Estamos assistindo perplexos de um lado, empresas como Apple criar empecilhos, obstáculos, dilatando indevidamente as diligência no tempo, descumprindo Ordem Judicial (…) Juridicamente o que estamos buscando deles é uma postura razoável”, relatou o delegado ao Cidadeverde.com

Cidadeverde.com entrou em contato com a empresa Apple, mas até o momento da publicação desta reportagem, não obteve resposta.

O delegado conta que a empresa não tem seguido a legislação nacional para disponibilizar informações solicitadas, dentre as quais, mensagens enviadas em aplicativos, ligações feitas, dentre outras. Ainda segundo ele, a empresa argumenta que não consegue extrair as informações por conta das metodologias que seguem, diferentes do que prevê a legislação brasileira.

“O pressuposto para se operar no país, ofertando o serviço, impõe adequação a atendimento de normativa interna, sendo incabível tais alegações. Há descumprimento às condições para que se opere o serviço. É uma realidade enfrentada por todas as Polícia Judiciárias nacionais (27 Unidades Federativas). Embora cada caso tenha peculiaridades e nuances técnicas diversas, algumas das quais torna-se possível se contornar por outras vias, implemento metodológicos diversos, há casos que não”, disse.

De acordo com o delegado, já foram feitas diversas diligências, com diferentes prazos, mas a empresa continua sem atender aos pedidos e disponibilizar as informações requeridas.

Foto: Renato Andrade / Cidadeverde.com

Família ainda aguarda respostas

Para a família, a demora para a elucidação do crime tem trazido ainda mais dor e aflição. O irmão da vítima, Klerisvaldo Negreiros Cavalcante, diz que a demora faz surgir dúvidas sobre se o crime foi de fato motivado por uma briga de trânsito ou se o crime pode ter tido uma motivação prévia.

“Ele era empresário, tinha uma empresa grande, tinha uma concessão de telefonia, e tinha negócios com prefeitos da região, concorria a licitações, reforma de escola, de posto de saúde, então para a gente ficam muitas interrogações”, disse ao Cidadeverde.com.

Júlio César foi morto alvejado com um disparo de arma de fogo no dia 3 de setembro quando trafegava por uma região de passagem molhada, no bairro Alto da Cruz. Ele estava em seu carro, quando outro veículo teria batido no carro. Teria havido início de uma briga entre os dois, mas não se sabe se isso efetivamente ocorreu e como aconteceu o disparo. O irmão diz suspeitar que o irmão possa ter identificado, ao descer do carro após o incidente de trânsito, uma pessoa conhecida.

“Ele nunca relatou ameaça, nunca relatou briga, o que também me deixa com pé atrás, é que o carro segue ele, e parece brigar com ele, e parece que o cara em um certo momento trisca no carro dele (…) e eu penso que essa tenha sido a cena do crime, ele desceu com a arma na mão, porque ele tinha o posse de arma, e acredito que talvez a outra pessoa pegou a arma tenha efetuado o disparo”, citou.

Para o delegado Marcelo Barreto, os dados extraídos do celular são de extrema importância para o esclarecimento do crime. “[São] Dados incontestáveis, inclusive, objetivos, científicos, Não sujeito a questões subjetivas, humanas, como manipulação, fraude, mentiras”, citou.

Fonte; Cidade Verde

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