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Polícia investiga se falso contador preso tinha ajuda de funcionários de cartórios

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A Polícia Civil investiga se um falso contador preso na manhã de hoje (1º) tinha ajuda de funcionários de cartórios para praticar fraude documental no estado.

Elinaldo Soares Silva é suspeito de liberar uma organização criminosa responsável por fraude documental, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro em Teresina e Agricolândia. A operação contou com policiais da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) e o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco).

Segundo a Polícia, em um dos endereços alvo dos 16 mandados de busca e apreensão cumpridos pelas equipes nesta manhã, foram encontrados um vasto material de autenticação de documentos.

O delegado Tales Gomes, coordenador do Greco, informou que a suspeita é que esses itens eram usados pelo contador para conseguir obter vantagem ilícita junto a bancos e outras instituições financeiras.

“Dentro do que foi apreendido chamou atenção mais de 300 selos de determinado cartório de Timon. A questão da autenticidade está sendo verificada, mas é mais um indicativo, mais um elemento para noticiar o que estamos afirmando, que é a falsificação de documentos. Com certeza, a grande quantidade de informações que a gente conseguiu coletar hoje vai ser usada em novas investigações”, afirmou a autoridade policial.

Além dos selos de autenticidade, os investigadores também apreenderam diversos modelos antigos de cédulas de identidade, que teriam sido desviadas do Instituto de Identificação. “A gente imagina, e tem alguns suspeitos, que fornecem a foto para ser colocada nessas identidades e, mediante a falsificação das informações, conseguem obter vantagens ilícitas junto às instituições”, disse o delegado.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A operação é resultado do desdobramento de uma investigação iniciada pelo Greco em abril de 2019 contra um escritório de contabilidade de Teresina, ocasião em que Elinaldo Soares Silva foi detido com vários documentos falsos, cartões bancários e carimbos. De acordo com o Greco, a nova prisão foi necessária por conta de todo o material apreendido apontar para uma “reiteração criminosa” por parte do contador. Com tle também foi encontrado uma arma com numeração suprimida.

“Conseguimos identificar várias empresas, principalmente pessoas jurídicas, que eram usadas para obter recursos mediante empréstimos, financiamentos, compra de veículos que eles financiavam e fazendo a transferência dessas empresas de veículos e dessas propriedades entre pessoas, fictícias ou não, e até mesmo ao Erinaldo. Nos últimos dias a gente conseguiu algumas contas bancárias que foram abertas em Teresina, fazendo uso de pessoas que não existem”, explicou Tales Gomes.

A estimativa da Polícia Civil é que o grupo criminoso tenha movimentado um montante na ordem de R$ 28.253.726,45. “Hoje a operação também visou a questão patrimonial, o bloqueio de contas, apreensão de todo numerário que fosse encontrado e principalmente veículos, uma vez que eles ostentavam muito essa questão de veículos de luxo novos, inclusive por familiares”, pontuou o delegado.

A Deccor e o Greco agora farão a contabilização de todos os itens apreendidos. A expectativa é que o material e informações colhidas sejam usadas em novas investigações e operações policiais.

CRC-PI

Em nota divulgada em suas redes sociais, o Conselho Regional de Contabilidade do Piauí (CRC-PI) garantiu que Elinaldo Soares Silva não possui registro da entidade de classe, nem como pessoa física ou jurídica. “Portanto, não pode ser denominado como profissional da contabilidade ou empresário contábil”, cita o texto.

Por fim, o CRC-PI enfatiza que sua missão é defender a sociedade através da fiscalizaão do exerciio profissional e que tomara as medidas cabiveis diante do que classifica como exercicio ilegal da profissão.

Fonte: Cidade Verde

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