Polícia Civil prende três investigados por homicídio em Araripina durante Operação Desnós

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A Polícia Civil de Pernambuco prendeu três investigados pela morte de Luís Wendel Batista Alves, de 2026, durante a Operação Desnós, deflagrada pela 24ª Delegacia de Polícia de Homicídios de Araripina. As prisões temporárias foram cumpridas entre quarta-feira (23) e esta sexta-feira (25), sendo duas em Araripina, no Sertão de Pernambuco, e uma em São João d’Aliança, em Goiás. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com a apreensão de um aparelho celular considerado de interesse para a investigação.

O homicídio ocorreu em 9 de junho deste ano, e o corpo de Luís Wendel Batista Alves foi localizado no Sítio Inácio, na zona rural de Araripina. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi encontrada amarrada e atingida por diversos disparos de arma de fogo. As circunstâncias do crime deram origem ao nome da operação.

De acordo com o delegado Lucas Freire Sampaio, titular da 24ª Delegacia de Polícia de Homicídios de Araripina, as diligências iniciais realizadas após o crime já apontavam para possíveis envolvidos. A polícia tentou localizar os suspeitos ainda naquele momento, mas eles teriam deixado a região e seguido para cidades distintas, o que impediu a realização das prisões em flagrante.

“Posteriormente, na data de hoje, pela manhã, a Polícia Civil de Araripina, por meio da Delegacia de Polícia de Homicídios, deu cumprimento ao terceiro mandado de prisão, também relacionado a essa operação”, explicou o delegado.

Prisões ocorreram em Pernambuco e Goiás

A primeira etapa da Operação Desnós foi iniciada na quarta-feira (23), com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão. Uma das prisões ocorreu em Araripina, enquanto a outra foi realizada em São João d’Aliança, no estado de Goiás.

Para cumprir a ordem judicial fora de Pernambuco, a Polícia Civil de Pernambuco articulou a atuação com a Polícia Civil de Goiás. Após a localização do investigado, as equipes goianas realizaram o cumprimento da medida judicial.

Já nesta sexta-feira (25), a equipe da 24ª Delegacia de Polícia de Homicídios realizou o terceiro cumprimento de mandado de prisão relacionado ao caso, também em Araripina.

Em uma das buscas realizadas no município, os policiais apreenderam um aparelho celular que poderá contribuir para o avanço das diligências e para o esclarecimento das circunstâncias do homicídio.

Investigação começou após localização do corpo

Segundo o delegado Lucas Freire Sampaio, logo após a localização do corpo, as equipes iniciaram as diligências para identificar os responsáveis pelo crime.

“Na ocasião do homicídio, as diligências iniciais já apontaram para a figura dos envolvidos e a Polícia Civil, naquele momento, tentou, por meio de diversas diligências, localizar e apreender os envolvidos em situação de flagrância, mas não foi possível”, afirmou.

O delegado explicou que um dos investigados teria seguido para Goiás, enquanto outro teria se deslocado para Juazeiro do Norte, no Ceará. Com a continuidade das investigações e a obtenção das autorizações judiciais, a Polícia Civil conseguiu cumprir as ordens de prisão.

“Ainda assim, a polícia continuou com as investigações e, após breve autorização judicial, deu cumprimento às ordens de prisão e de busca”, relatou.

Nome da operação faz referência às circunstâncias do crime

A denominação “Desnós” está relacionada à forma como a vítima foi encontrada. Conforme explicou o delegado, Luís Wendel foi localizado na zona rural de Araripina amarrado e com diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.

“Vale esclarecer que o nome da operação se deu em razão das circunstâncias do homicídio de Luiz Wendel, em que ele foi encontrado tendo sido atingido por diversos disparos de arma de fogo e encontrado amarrado na zona rural do município de Araripina”, explicou Lucas Freire.

A partir das diligências realizadas pela 24ª DPH, a equipe policial chegou aos investigados apontados no inquérito e, posteriormente, buscou na Justiça as medidas necessárias para o cumprimento das prisões e das buscas.

Investigados ficam à disposição da Justiça

Com as prisões temporárias cumpridas, os três investigados ficam à disposição da Justiça. A prisão temporária é uma medida cautelar utilizada durante a fase de investigação, não representando, por si só, condenação pelo crime.

As diligências da 24ª Delegacia de Polícia de Homicídios de Araripina continuam para reunir novos elementos, esclarecer completamente a dinâmica do homicídio e definir as responsabilidades individuais dos envolvidos.

“Com isso, os suspeitos agora ficam à disposição da Justiça e as investigações prosseguem para a completa elucidação dos fatos”, concluiu o delegado.

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