quarta-feira, 27 outubro 2021
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Pesquisadores no Piauí desenvolvem membrana para cicatrização de feridas

Uma membrana capaz de cicatrizar feridas está sendo desenvolvida por pesquisadores do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Piauí, em São Raimundo Nonato.

A proposta é contemplada pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e tem como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana da membrana, e assim comprovar a ação cicatrizante da fórmula.

A membrana começou a ser formulada em 2018, durante o doutorado da professora Solranny Cavalcante, docente do curso de Ciências Biológicas no campus Campus Prof. Ariston Dias Lima. O biomaterial é formado de Quitosana (produzida a partir da Quitina encontrada em Crustáceos), Colágeno e 2,3-Dihydrobenzofuran (substância extraída do Própolis).

Foram realizados testes com a membrana, In Vitro (em células queratinosas) e In Vivo ( em microcrustáceos) - Foto: Ascom

“Esse é um projeto muito promissor, pois a membrana pode ser de grande ajuda como agente antimicrobiano e também na cicatrização de feridas, além de ser um biomaterial de baixo custo”, destacou Isabela Viana, bolsista do projeto e acadêmica do 7º período de Biologia.

O trabalho tem como foco a cicatrização de feridas causadas pela Leishmaniose Cutânea. Segundo a docente que executa a pesquisa, profa. Solranny, a lesão causada pela doença é de difícil recuperação. “Hoje, o tratamento que está disponível para a cicatrização dessas feridas é bastante agressivo. A partir dessa membrana, o tratamento poderá ser mais rápido, prático e mais barato”, explicou.

Testes e Resultados

Foram realizados testes com a membrana, In Vitro (em células queratinosas) e In Vivo ( em microcrustáceos), a fim de descobrir sua toxidade. Os resultados comprovaram que a substância não é tóxica e que ela é biocompatível com os organismos testados; além disso, verificaram que ela auxilia para que não ocorra infecções secundárias.

Para a obtenção de mais resultados, a professora Solranny pontua que é necessário realizar etapas de testes em camundongos e ratos, para que mais comprovações de eficácia possam ser confirmadas.

Fonte: Meio Norte

Sobre Márcio Lopes

Colaborador do Portal Info Newss.

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