Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 31, pelo instituto Real Time Big Data, aponta os principais nomes na disputa pelas vagas ao Senado por Pernambuco. O levantamento testou cinco cenários diferentes e indica vantagem do senador Humberto Costa (PT) na maior parte das simulações, com o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) aparecendo de forma recorrente na segunda colocação. Em uma das hipóteses avaliadas, a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) assume a liderança das intenções de voto.
O estudo ouviu 1.200 eleitores pernambucanos entre os dias 29 e 30 de dezembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança compatível com pesquisas eleitorais nacionais.
Nos cenários em que Humberto Costa aparece como principal nome, o senador registra índices entre 23% e 24% das intenções de voto, mantendo uma dianteira relativamente estável. Nesses mesmos recortes, Silvio Costa Filho surge logo atrás, com cerca de 20%, seguido por Anderson Ferreira (PL), que varia entre 17% e 20%, dependendo da composição do cenário testado. Outros nomes, como Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (MDB) e Gilson Machado (PL), aparecem com percentuais menores, mas competitivos.
Um dos cenários mais equilibrados é o que coloca Humberto Costa e Miguel Coelho (União Brasil) tecnicamente empatados, ambos com 24%, enquanto Anderson Ferreira figura na sequência com 20%. Já Eduardo da Fonte aparece com 10% nesse recorte específico, indicando uma disputa mais fragmentada.
Em outra simulação, Marília Arraes desponta na liderança isolada, alcançando 26% das intenções de voto. Nesse cenário, Humberto Costa e Anderson Ferreira aparecem empatados na segunda colocação, ambos com 21%, seguidos por Eduardo da Fonte, com 15%. Esse resultado mostra que a configuração dos candidatos pode alterar de forma significativa o desempenho dos principais concorrentes.
A pesquisa também aponta percentuais relevantes de eleitores que declararam voto nulo, branco ou que ainda não souberam responder, o que indica espaço para movimentações no cenário político ao longo do processo eleitoral. O levantamento reforça que, apesar da liderança de alguns nomes, a disputa pelo Senado em Pernambuco segue aberta e sujeita a mudanças conforme o avanço do calendário eleitoral e a definição oficial das candidaturas.
