As contratações de microcrédito do Banco do Nordeste (BNB) em Pernambuco alcançaram R$ 1,8 bilhão entre janeiro e novembro de 2025, registrando crescimento de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reúne operações realizadas tanto no meio urbano quanto no rural e reforça a importância do crédito produtivo e orientado para o fortalecimento da economia pernambucana.
Os recursos foram liberados por meio dos programas Crediamigo, voltado aos microempreendedores urbanos, e Agroamigo, direcionado aos produtores rurais. As duas linhas de crédito se destacam pelo modelo de acompanhamento técnico e educativo junto aos clientes.

Segundo o superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Hugo Luiz de Queiroz, o suporte próximo aos empreendedores é um dos principais diferenciais. “O grande diferencial desses dois programas é que nós oferecemos orientação ao empreendedor. Analisamos a proposta dele, mostramos como ele pode organizar o negócio e acompanhamos o desenrolar da proposta”, afirma.

Crediamigo puxa o crescimento
O Crediamigo foi responsável pelo maior volume de contratações no período, movimentando R$ 943 milhões distribuídos em 275 mil operações. Em relação a 2024, o programa apresentou crescimento de 14,8% em valores contratados e de 8% no número de operações, indicador que evidencia a forte demanda por microcrédito urbano no estado, sobretudo entre pequenos comerciantes, prestadores de serviços e trabalhadores informais.

Agroamigo mantém apoio ao campo
Já o Agroamigo contratou R$ 934 milhões em 79 mil operações, registrando aumento de 2,3% no volume financeiro e de 4,4% no número de contratos. O desempenho confirma a continuidade do apoio ao produtor rural, principalmente aos agricultores familiares e empreendedores de pequeno porte que dependem do crédito orientado para manter e expandir suas atividades.

Inclusão produtiva e geração de renda
Os programas têm contribuído para a formalização de pequenos negócios, geração de renda e dinamização das economias locais. Além dos recursos, o acompanhamento técnico e a educação financeira ajudaram muitos empreendedores a organizar melhor seus investimentos e ampliar a capacidade produtiva.
Com a expansão do microcrédito, Pernambuco reforça o papel de políticas de financiamento voltadas às camadas de menor renda como instrumento de desenvolvimento regional, inclusão social e fortalecimento do empreendedorismo urbano e rural.
