O senador Marcelo Castro (MDB-PI) comentou, na manhã desta quinta-feira (12), sobre os rumores de uma possível divergência entre partidos da base governista no Piauí. A declaração foi dada à imprensa durante a abertura do Diálogo Público – Encontro de Ideias e Soluções, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em Teresina.
Questionado sobre informações de uma reunião que teria discutido mudanças na composição política entre MDB e PSD, o senador afirmou que ainda não tem detalhes sobre o encontro e que pretende se informar antes de se posicionar.
Antes de comentar o assunto, ele explicou que não participou da reunião porque estava em viagem.
Em sua fala, Marcelo Castro disse que tomou conhecimento do encontro apenas por meio de terceiros e que ainda irá conversar com integrantes do partido para entender o que foi discutido.
“Eu estou desinformado ainda. A reunião foi exatamente na hora que eu peguei o voo em Brasília. Eu fui avisado da reunião pelo meu filho, [deputado federal] Castro Neto, que foi convidado para esta reunião. Durante todo o período que eu passei no avião foi exatamente o período que durou a reunião. Cheguei aqui e não falei com ninguém. Hoje pela manhã me dirigi para o tribunal e ainda não conversei com nenhuma pessoa sobre a reunião de ontem”, afirmou.
O senador também comentou que, até o momento, as informações que possui são baseadas em publicações da imprensa.
“O que eu estou sabendo é que os jornais publicaram que houve essa reunião e que está tendo essa divergência. Se vamos continuar com a fusão cruzada, se não vamos continuar, se continua com as duas chapas ou se continua só com uma. Realmente eu ainda não estou devidamente informado”, declarou.
Marcelo Castro disse que pretende discutir o tema com lideranças do partido nas próximas horas, inclusive durante agenda com o governador Rafael Fonteles (PT).
“Vou me reunir com o partido ou pelo menos com parte do partido para saber exatamente como foi essa reunião. Espero fazer isso agora no Palácio de Karnak, porque o governador vai lançar um número de obras muito importante, inclusive de recursos que eu coloquei aqui para o Estado do Piauí”, explicou.
Ao comentar o cenário político, o senador afirmou que a expectativa inicial era manter o modelo de articulação adotado na eleição passada.
“O que era esperado era continuar essa fusão cruzada que houve no passado. Se houve algum fato novo, vamos discutir para ver. Só essa reunião é que devem ter tratado desses assuntos que eu não participei”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de o MDB seguir com candidatura própria no estado, o parlamentar evitou antecipar uma posição.
“Não sei. O natural, o esperado por mim, seria continuar a fusão cruzada, como aconteceu na eleição passada. Mas vamos analisar o caso em concreto para poder dar uma opinião mais segura”, disse.
Marcelo Castro também afirmou que cada partido tem autonomia para definir suas chapas nas eleições e que não cabe interferência de outras siglas nesse processo.
“Ninguém pode impedir um partido de formar sua própria chapa. Nós estamos na democracia. Se um partido quiser formar uma chapa de deputado estadual ou federal, isso é um direito deles, que ninguém pode negar”, concluiu.
