Diretor-geral do Campus Picos do IFPI é afastado por 90 dias após denúncias de assédio moral

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O diretor-geral do Campus Picos do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Lourenilson Sousa, foi afastado de suas funções por um período de 90 dias após denúncias envolvendo supostos casos de assédio moral contra servidores da instituição. O caso está sendo apurado por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pelo IFPI.

Segundo informações divulgadas pela instituição, o procedimento foi aberto após a formalização das denúncias junto à Corregedoria do IFPI. As acusações envolvem supostos atos de assédio moral, além de relatos relacionados à importunação e manipulação por meio de relações de poder no ambiente de trabalho.

De acordo com a nota oficial, o afastamento do gestor ocorreu de forma preventiva e permanecerá em vigor enquanto durarem as investigações destinadas a esclarecer os fatos e apurar a conduta do servidor denunciado.

Em comunicado, o Instituto Federal do Piauí destacou que repudia qualquer prática de assédio, importunação ou abuso decorrente de relações hierárquicas e reforçou que tais comportamentos não estão alinhados aos princípios institucionais.

“O Instituto Federal do Piauí (IFPI) instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após a formalização da denúncia de supostos atos de assédio moral junto à Corregedoria do IFPI, para apurar o caso e a conduta do servidor envolvido. O servidor foi afastado preventivamente enquanto durarem as investigações acerca da denúncia”, informou a instituição.

Ainda na nota, o IFPI reafirma o compromisso com a promoção de um ambiente educacional pautado pela ética, respeito e segurança para estudantes, servidores e colaboradores.

“Reforçamos que o IFPI repudia atos de assédio, importunação e manipulação por meio das relações de poder e ressalta que estas práticas não condizem com as diretrizes da instituição, que preza pela ética, respeito e segurança de todos os seus alunos, servidores e colaboradores”, destacou.

A instituição também ressaltou a importância do combate à naturalização de práticas abusivas e da adoção de mecanismos de proteção às vítimas.

“Reafirmamos o nosso compromisso em combater a naturalização das violências e dos abusos de poder dentro e fora das instituições de ensino”, acrescenta a nota.

O IFPI orienta que estudantes e servidores que enfrentarem situações semelhantes formalizem denúncias por meio da Ouvidoria da instituição ou procurem as equipes multidisciplinares presentes nos campi, responsáveis pelo acolhimento e acompanhamento dos casos.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o andamento das investigações nem sobre a natureza específica das denúncias apresentadas.

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